O corpo mental

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O corpo mental

O Dr. Hippolyte Baraduc médico francês e L. Lefranc são os principais pesquisadores do Corpo Mental o quarto elemento do complexo humano, sendo que Lefranc isolou também a quinta unidade - O Corpo Causal, não contemplado, em detalhes, nos nossos estudos iniciais sobre o tema. Elementos ou unidades que representam camadas ou campos de transição sucessivos e ascensionais, cada vez mais sutis ou quintessenciados unindo em um processo hierárquico de vibração e gradação o corpo físico grosseiro ao Espírito eterno. O perispírito é a somatória de todos esses campos ou corpos e não apenas uma de suas unidades. Obrigatoriamente por definição e constituição tem de ser heterogêneo porque caso fosse homogêneo a parte que viesse a ligar o liame grosseiro, o corpo físico, ao sutil, ao Espírito, seriam da mesma natureza e composição, não havendo razão de existir, porque nesse caso o Espírito poderia se ligar diretamente ao corpo físico sem intermediários.

Nos processos de exteriorização do corpo mental, a maioria dos passivos e médiuns videntes que serviam de testemunhas e controle das experiências, várias vezes repetidas, por inúmeros pesquisadores, viam o Corpo Astral desdobrado envolvido principalmente na região da cabeça, por um globo de intensa luminosidade, o Corpo Mental, que espalhava por todo o ambiente as suas irradiações. O Corpo Mental é por definição o envoltório sutil da mente. Tem a forma ovalada ou ovóide, que define por sua importância e regência, a forma da totalidade da nossa aura. E é por essa mesma razão que os Espíritos que perderam os corpos mais densos por monodeísmo e permaneceram envolvidos apenas pela túnica mental são chamados de ovóides ou esféricos.

As figuras 21 e 22 detalham somente o corpo mental em sua forma expandida como se fora uma casca, cápsula ou capa, evolvendo todo o nosso complexo fisiopsíquico. As pranchas o mostram em posição frontal e perfil, transparente, permitindo a sua visualização em sua face anterior e posterior, e de perfil em ambos os lados. Falamos em forma expandida porque no caso o corpo mental não se situa apenas na região cefálica, mas espraiando-se por todo o nosso complexo a semelhança do relato de André Luiz, de quando a desencarnação do personagem Dimas, no livro Obreiros da Vida Eterna:

"(...) brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer, de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias". (André Luiz, Obreiros da Vida Eterna, Cap. XIII, pág. 211) (Os negritos são nossos).

A figura 23 mostra o corpo mental também expandido, envolvendo todo o corpo físico, sem as outras estruturas já mencionadas. A visão é aérea frontal, demonstrando que a mente pelo seu veículo de expressão atinge inexoravelmente todo o nosso organismo, comandando pelas dimensões consciente e inconsciente (automatismos, instintos, etc.) todos os processos atinentes à vida.

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