O duplo etérico

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O duplo etérico

As figuras mostram o Duplo etérico ou Corpo vital em corpo inteiro, na posição frontal, perfil e meio perfil dorsal. É uma duplicata do corpo físico, daí o nome de duplo. São energias, eflúvios ou emanações dinâmicas que aqui são concebidas coaguladas, por ação magnética, à semelhança dos trabalhos de pesquisas desenvolvidos pelo coronel A. Rochas d'Aiglun (Eugène Auguste Albert de Rochas d' Aiglun), ao final do século XIX, quando conseguiu obter a exteriorização da sensibilidade e motricidade por ação sobre os médiuns que lhe serviam de base à experiência, mostrando que os nervos do nosso corpo físico são transmissores ou condutores de estímulos, e que a sensibilidade e motricidade é algo muito mais complexo, merecendo estudos mais aprofundados. Esta é a provável explicação por que é possível anestesiar, em ações locais ou gerais, um paciente com substâncias químicas, acupuntura, hipnose, auto-sugestão etc.. O duplo é sensível a todas essas ações, exteriorizando-se parcial ou totalmente dependendo da intensidade dos estímulos aplicados.

Essa seqüência de pranchas é talvez a mais importante da série de nossas tentativas de materializações do homem e seus corpos. Nelas buscamos retratar o duplo etérico e o corpo físico associados, mas detalhando o duplo em sua estrutura mais íntima. Se considerarmos os corpos que estamos descrevendo nas várias figuras que estudamos ou vamos estudar, em seu dinamismo, como energia, emanações, eflúvios, devemos esquecer as imagens e pensar apenas em ondas, campos, linhas de força, interações, não localidade etc., mas se a semelhança dos modelos teóricos de um átomo, quando nos é possível descrevê-lo, ora como onda, ora como partícula, fizemos o mesmo, e tentamos mostrar a aura ou as expansões vibracionais do corpo perispiritual como estruturas nos parâmetros de um tecido físico explorado sob a ótica de um microscópio, assim, veríamos que toda a aura, as suas "camadas" e também os chakras seriam constituídos ou formados de microtúbulos que podem ser vistos, com maior precisão, no nível de duplo etérico, como mostram as figuras 12, 13 e 14. Os microtúbulos estão superdimensionados, ampliados milhões de vezes e, separadamente, são mostrados na figura 15.

Compreendendo que o corpo físico e o duplo etérico são cópias do corpo perispiritual e que as suas configurações anátomo-fisiológicas refletem as estruturas perispirituais pré-existentes, e não ao contrário, e que é o perispírito, e não o nosso organismo transitório, o molde fundamental da existência, fica fácil entender que os nossos poros, além das inúmeras funções que já desempenham, retratam em sua formação anatômica os microtúbulos e são verdadeiras antenas, elementos receptivos e de projeção participando ativamente dos processos de movimentação ou assimilação de correntes mentais.

André Luiz no seu Nos Domínios da Mediunidade no capítulo V nos diz:

"(...) A emissão mental de Clementino, condensando-lhe o pensamento e a vontade, envolve Raul Silva em profusão de raios que lhe alcançam o campo interior, primeiramente pelos poros, que são miríades de antenas sobre os quais essa emissão adquire o aspecto de impressões fracas e indecisas. Essas impressões apóiam-se nos centros do corpo espiritual, que funcionam a guisa de condensadores, atingem, de imediato, os cabos do sistema nervoso, a desempenharem o papel de preciosas bobinas de indução (...)". Anteriormente, no mesmo capítulo, descrevia: "(...) observei-lhe, então, todo o busto, inclusive braços e mãos sob vigorosa onda de força, a eriçar-lhe a pele, num fenômeno de doce excitação, como que "agradável calafrio"".

Os microtúbulos vão se "afunilando" e tornando-se cada vez menores, até também penetrarem os poros das membranas celulares, atingindo assim o citoplasma das células. Como o citoplasma das células é constituído em grande porcentagem de água, e sabendo que a água é uma das substâncias mais facilmente magnetizável, poderemos entender que o nosso bem estar ou os nossos males físicos de qualquer etiologia, são frutos primários da nossa forma de ser e pensar poderíamos assim afirmar, com base nesses conceitos, que: "Diga-me o que pensas que te direi a doença que terás". Logicamente, a repercussão muitas vezes não é imediata, e também outros fatores estarão em jogo, mas, durante os mecanismos de substituição celular, o dínamo mental influenciando as células em seu estado de mitose, vai gerando células filhas de menor resistência e qualidade, até que os elementos de desagregação constantemente cultivados e emitidos tumultuam os serviços celulares e ensejam a materialização de patologias graves e de longo curso. Que ninguém se engane das responsabilidades e conseqüências quando movimentar as forças vivas do pensamento.

Como o pensamento à feição de raios dinâmicos, como correntes de partículas, em um turbilhão de forças, circula em circuito fechado no nosso complexo fisio-psíquico antes de exteriorizar-se, irradiando-se pelo espaço à semelhança da propagação da luz, poderemos atestar com absoluta certeza que realmente ninguém fere ninguém sem primeiro ferir-se. Os frutos mentais que ofertamos são antes de tudo consumidos por nós mesmos. Além do pensamento se espraiar, como um plasma sutil, de forma quase instantânea por todos os campos ou corpos multidimensionais, devido à interpenetração dos corpos e estruturas similares e adjacentes em contato permanente e contínuo, ele ainda atinge, ou bombardeia, as nossas células, provocando influências não só do ponto de vista psíquico como físico, causando transformações moleculares e atômicas, alterações anatômicas, fisiológicas e metabólicas, pelos mecanismos dos centros de força e pelos microtúbulos dos tecidos áuricos, à semelhança de um circuito elétrico a se espraiar por um condutor. É assim que ondas sublimadas ou perturbadoras geram saúde ou doença em nossas vidas, dependendo da direção e da qualificação que viermos a dar às nossas correntes mentais.

Nos estudos recentes de neurobiologia, algumas hipóteses vêm sendo levantadas da possível existência de microtúbulos formando as células e os processos de interação e transmissões neuronais. Talvez esses microtúbulos, que estão começando a serem estudados, possam ser a contraparte física das unidades espirituais de que os corpos sutis são formados, dentro de nossa visão e entendimento:

"Técnicas desenvolvidas por Andrew Maniotis, Donald Ingber e seus colaboradores permitem a visualização dos microtúbulos no interior de células vivas e as experiências realizadas demonstram que mudanças conformacionais no citoesqueleto formam e reformam sua configuração interna a fim de criar mobilidade". (Jeffrey Satinover, O Cérebro Quântico, Capítulo XIV).

"Os elementos estruturais básicos dos organismos unicelulares mais primitivos e evolucionariamente mais antigos são, de forma semelhante, os mesmos microtúbulos, sugerindo mais fortemente como essas estruturas são fundamentais para a vida". (Jeffrey Satinover, O Cérebro Quântico, Capítulo XIV).

Os microtúbulos tanto em relação ao corpo físico, quanto aos corpos sutis, seriam estruturas ocas, tubos ou canudos compostos por inúmeros blocos de moléculas idênticas. Em se referindo ao corpo físico, essas moléculas seriam proteínas.

Os estudiosos da física quântica sustentam que a existência desses microtúbulos poderia explicar os efeitos quânticos no nosso organismo, cérebro e mente:

"Conforme foi descrito por um pesquisador de Harvard: "Um quadro coerente está finalmente começando a surgir. [...] um sistema de transdução de sinais de "pensamento" [...] integra informações multifacetadas e, algumas vezes, conflitantes de forma a desencadear a resposta biológica apropriada".

Deste modo, a rede interna microtubular dos neurônios exerce um papel chave no estabelecimento da fiação da rede neural macroscópica do cérebro". (Jeffrey Satinover, O Cérebro Quântico, Capítulo XIV).

Essa rede microtubular não seria patrimônio físico apenas, mas conforme nossas observações, seriam, na verdade, representações físicas das unidades menos densas do nosso complexo psíquico, um sistema físico e sutil, multidimensional e interdimensional de transdução das nossas forças físicas, etéricas, astrais, mentais, etc..

Além dos neurônios, os organismos unicelulares, os fusos mitóticos, e inúmeras outras estruturas, seriam formados desses microtúbulos que realizariam funções diversas conectando o macrocosmo ao microcosmo: o transporte intracelular de organelas, os movimentos de cílios e flagelos, a divisão cromossômica, as modificações de sinais de um meio para outro, a comunicação entre o núcleo e o interior das células formariam um dos conjuntos de possíveis funções dos microtúbulos:

"As pontas de uma rede de microtúbulos estão fisicamente ligadas a outras partes da célula (por exemplo, as organelas, o núcleo e as membranas citoplasmáticas), de tal modo que o processamento paralelo, a sinalização e a transdução de forças físicas constituem uma função integrada e sem interrupções". (Jeffrey Satinover, O Cérebro Quântico, Capítulo XIV).

Função integrada, sincrônicas, correlacionadas em processamento inteligente e auto-organizado transmitindo sinais, padrões de ondas ou forças de uma estrutura para outra, de um mundo dimensional para outro, assimilando correntes mentais próprias ou dos outros, quando em ressonância, materializando estados saudáveis ou disfunções, distonias e patologias em diversos níveis:

"Por exemplo, evidências recentes sugerem que, dentro do neurônio, a localização da patologia primária do mal de Alzheimer se acha nos microtúbulos". (Jeffrey Satinover, O Cérebro Quântico, Capítulo XIV).

A figura 16 mostra os chakras na superfície do duplo etéreo, inclusive alguns pesquisadores gostam de denominar de chakra apenas esses centros situados no corpo vital, deixando a expressão centros vitais ou de força para os demais centros dos outros corpos sutis. Já as figuras 17 e 18 tentam materializar as vibrações e as múltiplas emissões dos chakras, dando o aspecto de raios aos microtúbulos, aliás, esta é a descrição que encontramos em vários livros que trazem relatos de pesquisadores, videntes ou clarividentes.

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