Bases filosóficas

Como a principal bandeira do Instituto é a Universalidade, a Fraternidade, a Imparcialidade e a Síntese, as bases que sustentam a escola da Alma, a universidade do Espírito ou a empresa de doações e conhecimentos é ampla, variada, abrangente, diversificada, voltada para as mais diferentes áreas, integrativa, elaborada por uma visão de rede, pela somatória, por meio dos fios condutores da Filosofia Perene e das interligações das revelações, enriquecida pelas descobertas da ciência, com destaque para a Física Relativista, a Física Quântica e a teoria do Caos, voltada para o mundo interior e a vida prática, objetivando a conscientização e a ascese evolutiva, colaborando na formação de um novo paradigma que afirme e desenvolva os raios promissores da Civilização do Espírito que hoje inicia os seus titubeantes passos para a grande afirmação do porvir.

Durante milênios, o Homem no anseio de conhecer a verdade, elaborou conceitos relativos, interpretações transitórias e caminhos diversos. Devido a sua natureza agressiva, formada nos padrões de lutas e exclusivismos, desencadeou inúmeras batalhas e proferiu anátemas, constituindo facções, para defender as suas doutrinas e pontos de vistas, perdendo o referencial, gerando uma dicotomia entre o que ensinava e fazia e construindo modelos díspares de sentido contrário, onde o ensino de amor era quase sempre encoberto pela prática de rivalidades e guerras. Independente dos erros e desvios e apesar de tudo, os caminhos religiosos, filosóficos e científicos se afirmaram, foram úteis, conduziram e ainda conduzem centenas de milhares de pessoas, indicando trilhas, descortinando visões, acrescentando, consolando, educando, esclarecendo, muitas e muitas vezes condicionando, reduzindo, mas de alguma forma, aprimorando, servindo de sustentáculo para o enriquecimento do ser e as suas mudanças e progressões. Agora, porém, chegamos a um momento ímpar, onde todos os caminhos, que muitas vezes pareciam tão contrários, uns em relação aos outros, após longa jornada, sem se aperceberem, estão chegando a um mesmo lugar, a um mesmo ponto, aquilo que ontem parecia paralelo, hoje pode ser visto como convergente, porque, ao término de um grande ciclo evolutivo humano, em desenvolvimento na presente e futuras décadas, revela-se, ao olhar atônito de todos nós, a grande PRAÇA DA SÍNTESE, o centro de todas as veredas, a comunhão de todos os princípios. Todos os rios das verdades relativas, com seus inúmeros afluentes, deságuam hoje no oceano de todas as fontes, e a elaboração de um novo modelo, de natureza sintética faz-se imprescindível, convocando os corações e as mentes de boa vontade a darem as suas contribuições, na construção dessa praça única, imergindo neste oceano imensurável, tecendo uma nova rede, que não se revele como a união de pedaços ou fatias, mas que seja a integração de diversos tesouros, de forma imparcial, racional, intuitiva e harmônica.

As bases filosóficas do IBBIS serão sempre inseridas na praça da síntese, mergulhada no oceano de todos os rios, a partir de uma visão Cristocêntrica, de um Cristo vivo, abrangente, cósmico, partindo das inúmeras contribuições do passado, revestindo-as de uma nova roupagem, dando-lhes novos significados e interpretações.

Iniciaremos pelas revelações e ensinos do Livro dos Mortos do antigo Egito, do Bhagavad Gita, do Livro Tibetano dos Mortos, dos Upanixades, do Tao te King de Lao-Tsé, do I Ching, da Torá, do Antigo e Novo Testamento, dos escritos bíblicos tidos apócrifos, dos Manuscritos do Mar Morto, do Evangelho de Tomé, de Hermes Trimegisto, do Budismo, especialmente do Zen-Budismo, do Confucionismo, da filosofia grega com ênfase em Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles, do Direito Romano, do Alcorão Sagrado, da mística Surfi, da Qabalah, do Tarô, do Eneagrama, dos escritos, vidas e exemplos de Santo Agostinho, São Francisco de Assis, Santo Tomás de Aquino, São João da Cruz, Santa Tereza de Jesus, São Francisco de Sales, Santa Catarina de Sena, Santa Clara, dos revolucionários e mártires da Reforma e Contra-Reforma, dos preceitos, concepções de Roger Bacon, Erasmo, Francis Bacon, Galileu Galilei, Giordano Bruno, Maquiavel, Newton, Spinoza, Descarte, Rosseau, Leibniz, Voltaire, Blaise Pascal, Kierkegaard, Immanuel Kant, Hegel, Auguste Comte, Schopenhauer, Bertrand Russell, Henri Bergson, Karl Popper, Wittgenstein e Heidegger. Ganharemos desenvolvimento nos modelos e orientações educacionais de Johann Pestalozzi, Piaget, Vigotsky, Makarenko, Froebel, Cousinet e Ferrière, Maria Montessori, Anália Franco, Pedro de Camargo Vinícius, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire. Das ciências psicológicas não só obteremos saber, como teremos as mais diversas ferramentas práticas, voltadas para o autoconhecimento, tendo destaque os escritos e métodos terapêuticos de Sigmund Freud, Carl Jung, Marie-Louise Von Franz, Alfred Adler, Wilhelm Reich, Skinner, Carl Rogers, Frederich S. Perls, Abraham Maslow, W. James, Lacan, R. D. Laing, Edward C. Whitmont, Erich Neumann, Roberto Assagioli, Stanislav Grof, Melanie Klein, Winnicott, Robert A. Johnson e Ken Wilber. Todos esses conceitos e visões ganharam respaldo e expansão nas descobertas, nos trabalhos, nas previsões e nos escritos de Lázaro Luiz Zamenhof, Nostradamus, Gurdjieff, Ouspensky, Édouard Schuré, Huberto Rohden, Raimundo Irineu de Mattos, Annie Besant, Alice A. Baily, Edgar Cayse, Joseph Campbell, Mircea Eliade, Junito de Souza Brandão, Paul Brunton, Pierre Teilhard de Chardin, Renée Weber, Aurobindo, Ramakrisna-Vivekananda, Lama Anagarika Govinda, Ervin Laszlo, Karl H. Pribram, Stanley Krippner, Fritjof Capra, Amit Goswami, Fred Alan Wolf, Stephen Hawking, George Smoot, David Bohm, Danah Zohar, Michio Kaku, Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, João Magueijo, Francisco Di Biase e Richard Amoroso, Brian Greene, Ilya Prigogine, Richard P. Feynman, Max Born, Steven Webster, James Gleick, Poincaré, Albert Einstein, Edwin Hubble, Niels Bohr e Werner Heisenberg, W. Pauli, Erwin Schrödinger, João Varela, D. T. Suzuki, James LovelocK, Rupert Sheldrake, Hernani Guimarães Andrade, C. Tôrres Pastorino, Brian Weiss, Aldous Huxley e especialmente J. Krishnamurti.

Nenhuma síntese nasce apenas da leitura ou união destes e de outros diversos autores, destas e de outras filosofias, das religiões mais conhecidas e dos conceitos de maior aceitação da ciência, da psicologia, sociologia, antropologia, etc. Faz-se necessário um eixo condutor, um filtro, um campo ordenador e selecionador, uma bateia capaz de separar as pedras preciosas do cascalho já superado, agrupando pelas vias da intuição as múltiplas verdades, ampliando os conceitos centrados apenas no materialismo, focando e dando maior significado às concepções espiritualistas, facilitando a compreensão e em tudo revelando a presença e a Ordem Divina. O nosso eixo, o nosso filtro, o nosso campo ordenador e selecionador serão os ensinos dos Espíritos, pelas revelações anunciadas a Allan Kardec, Léon Denis, Camille Flammarion, Gabriel Delanne, William Crookes e J. B. Roustaing, pelas lições, obras e exemplos de Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Eurípedes Barsanulfo, Batuíra, Antônio Luiz Sayão e Guillon Ribeiro. Sustentando-se ainda nas outras produções mediúnicas de Chico Xavier, de Yvonne A. Pereira, de Frederico Pereira da Silva Júnior e Hernani T. Sant Anna, entre vários outros.

Os horizontes tão vastos do conhecimento, em que as nossas bases filosóficas se sustentam, redefinidas, ornadas e engrandecidas pelas diretrizes seguras dos ensinos dos Espíritos, necessitam, também, se apoiar nos alicerces de uma teoria geral e fundamental, de um sistema filosófico completo, explicativo, que tudo oriente no seio do funcionamento universal, de uma ciência nova e profunda, não agnóstica, que não ignore os fins últimos da vida, que supere o intelecto frio e que não vise a apenas se tornar uma fábrica de comunidades para o bem-estar humano, uma nova prática religiosa que nos una a Deus não pelos conceitos ou princípio de autoridade, mas pelos pensamentos e atos, uma religião de substância, livre, que permita perguntas e pesquisas, uma porta aberta para o caminho da evolução. Sem isso as nossas ações e ideais por mais puros, amplos e sinceros que possam ser, serão uma tentativa cega, carente de princípios universais diretivos e sem um plano geral, que possa seguramente nos orientar. A obra que cumpre este papel, encaixando perfeitamente nesta rede de teorias e práticas, como as peças de um grande quebra-cabeça, que tudo sintetiza e dá sentido por ser e oferecer um sistema filosófico completo, e que é e será a mola propulsora e o motor dinamizador do nosso complexo, é a monumental obra do médium, místico, professor e pensador italiano Pietro Ubaldi. Essa obra, composta de vinte quatro volumes, será a espinha dorsal de todo o organismo, a pedra angular, o centro de gravidade dos nossos esforços de síntese, ensino, aprendizagem recíproca, doação, atendimento, terapia e integração do ser.

Até o Centro de Conexão Cósmica, que é o coração do nosso Instituto, a sua parte mais interna, a conexão mais íntima, também poderá exercer a sua função prática desde o início, por meio de orações, vibrações e meditações numa espécie de redirecionamento do curso de determinados acontecimentos pelo desenvolvimento de uma Tecnologia Espiritual voltada para os problemas sociais e espirituais de uma localidade, de uma cidade, de um estado ou mesmo de um país ou do mundo, a semelhança do que ocorreu em novembro de 1988, quando um apelo pela paz em escala mundial feito pela internet, motivou pessoas a orarem, em um momento sincronizado, utilizando-se da fé, como uma capacidade coletiva de superar os acontecimentos e a certeza de que, em um universo holográfico, dentro de um mesmo sistema, a experiência de um elemento é refletida por todos os outros. Essas ações coletivas são capazes de provocar mudanças significativas, mensuráveis, na qualidade de vida de milhares de pessoas, além da capacidade de mudar antecipadamente, as ondas de possibilidades, o desenrolar de certos fatos históricos.

Para o Núcleo da Benemerência não necessitaremos listar atividades práticas, pois, o núcleo por si só expressa a prática da beneficência, da benemerência, da caridade. Apenas poderíamos sugerir seu início, após as suas concepções teóricas, pela CANTINA DO BEM IRMÃ VENERANDA empreendimento destinado a socorrer os moradores de rua e as famílias necessitadas, doando alimentos, em horários pré-estabelecidos, como sopas, lanches, almoços e/ou jantares.

Será o Núcleo de Empreendimentos, Projetos, Promoções e Recursos Financeiros o responsável pela elaboração dos projetos desenvolvendo as fases Alfa, Beta e supervisionando a fase Gama de uma a uma das atividades. A realização de cada Clínica, Spa, Workshopping, Seminários, Cursos, Vivências, Debates, Palestras, Ações Coletivas, merecerá um projeto detalhado, minucioso, estruturado, onde as metodologias, custos finalidades, equipes etc., sejam rigorosamente definidas.
Quando atingirmos o grande ciclo, as nossas construções surgirão como centros de alta excelência, prontos para atender às multidões, elaborados com os aspectos positivos de cada trabalho realizado, de cada sugestão, de cada observação nos lugares por onde nos hospedarmos ou nos centros onde desenvolveremos as nossas atividades. As construções do Instituto, da Clínica, do Spa não inviabilizarão a continuidade dessa metodologia acima descrita, apenas irão enriquecê-las, dando-lhes sentido mais amplo e fornecendo infra-estrutura mais preparada e condizente.