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O DESDOBRAMENTO
As nossas últimas dezessete imagens, referem-se
a um único tema, o desdobramento dos diferentes
corpos, à semelhança do que ocorre nos
fenômenos pertinentes ao sono e nos processos
medianímicos.
Na imagem 89,
na posição corpo inteiro em meio perfil,
notamos o corpo físico associado ao duplo etérico,
em azul, e mais afastado, o corpo astral, em rosa, associado
ao mental, em amarelo, com os centros de força
na superfície do corpo mental associados aos
astrais. Já a 90,
repete a figura anterior, com a diferença de
mostrá-la em corpo inteiro e em perfil. A 91
e 92
são imagens espelhadas, dando enfoque aos cordões
fluídicos que fazem a interação
entre os corpos. A maioria das descrições
são unânimes em retratar apenas o cordão
de prata ou o fio de prata, ligando o campo cerebral
físico e a duplicata etérica ou astral.
Preferimos desdobrá-lo em outros dois, para ressaltar
os fluxos mentais, emocionais e vitais, mas na estrutura
de filamentos eles podem ser identificados em várias
regiões corporais. Os cordões se assemelham
muito ao cordão umbilical, porém com densidade
muito mais sutil e variável de dimensão
para dimensão. Na verdade, o cordão ou
cordões são microtúbulos que mantém
os fluxos primordiais entre os vários corpos,
durante o processo de projeção:
"Instantes depois, divisei
ao longe dois vultos enormes que me impressionaram vivamente.
Pareciam dois homens de substância indefinível,
semiluminosa. Dos pés e dos braços pendiam
filamentos estranhos, e da cabeça como que escapava
um longo fio de singulares proporções".
(André Luiz, Nosso Lar, Cap. 33, pág.
182).
Todas as outras pranchas (93
a 105), em meio perfil, meio perfil dorsal, imagem
espelhada, meio corpo, corpo inteiro, seguem o mesmo
motivo, dando-nos a noção de distância
e movimentação, e as possibilidades de
atenuação do cordão ou cordões
fluídicos que vão se sutilizando à
medida que se efetiva o distanciamento do corpo físico
e do corpo etérico. Quando o desdobramento ocorre
com o duplo etérico agregado ao corpo astral
e mental, não há afastamento significativo
do sítio onde se situa o organismo físico:
"É imperioso notar,
porém, que considerável número
de pessoas, principalmente as que se adestraram para
esse fim, efetuam incursões nos planos do Espírito,
transformando-se, muitas vezes, em preciosos instrumentos
dos Benfeitores da Espiritualidade, como oficiais de
ligação entre a esfera física e
a esfera extrafísica". (André Luiz,
Mecanismos da Mediunidade, Cap. XXI, pág. 155).
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