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MARIA DE NAZARÉ
 

MARIA DE NAZARÉ

Maria é reverenciada entre os homens de nosso tempo por ter recebido Jesus como filho. Aceitou e viveu plenamente esta missão, mas existem outros aspectos de sua história que merecem ser lembrados. A análise de sua encarnação na Terra nos remete à existência de um grande plano de salvação da humanidade.

Acontecimentos como a sua gravidez, parto, as peregrinações para fugir dos perseguidores de Jesus serão aqui lembrados, mas sua contribuição não se resumiu a estes eventos.

A origem de seu espírito por si só nos indica ser ela portadora de condição espiritual diferenciada. Estagiando em regiões felizes do mundo astral pode nos trazer um pedacinho do céu, demonstrar com seu amor o verdadeiro método de vida evangélica.

TRAJETÓRIA DE MARIA

Antes de adentrarmos na encarnação de Maria como mãe de Jesus, analisemos o processo maior em que ela e nós estamos inseridos, e que explica a origem da evolução e da existência do planeta Terra. Pietro Ubaldi explica que antes da existência da matéria, e por conseqüência dos mundos físicos, todas as almas reuniam-se em um sistema, harmônico e dirigido por Deus.

“Para compreender, observemos a estrutura do sistema. Ele se baseia em alguns princípios fundamentais como o egocentrismo e a liberdade. A criatura, parte integrante do sistema, foi constituída como um esquema menor do esquema maior, cujo centro é Deus, de acordo como princípio já mencionado dos esquemas de tipo único.” (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Cap. 4, pág. 44).

Mas eis que existia dentro deste sistema, orientado por Deus, a possibilidade de revolta por parte da criatura.

“O ser, portanto, dada a sua estrutura e a do sistema em que existia, deveria achar-se diante da possibilidade do erro. Em outros termos, o ser passava por uma prova, por um exame, de cujo resultado dependeria a sua futura posição, por ele livremente escolhida”. (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Cap. 4, pág. 45).

A escolha estava ali diante da criatura. Ou seguia o caminho de aceitação do Amor Divino, ou escolhia a desobediência, orientando-se por si própria, negando a Deus.

 

 

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