Centros Vitais

10) - CENTROS VITAIS

"O homem terá de voltar os olhos para a terapêutica natural, que reside em si mesmo, na sua personalidade e no seu meio ambiente".

(Emmanuel, Emmanuel, Capítulo XXIII, p. 125).

Os Centros Vitais são também denominados de Chakras ou Centros de Força. São estruturas sutis desenvolvidas no processo evolutivo e que regem pelo campo do automatismo as funções fisiológicas e psíquicas de todo nosso complexo. São mencionados nas mais diversas tradições espirituais de inúmeras civilizações como a Egípcia, Indiana, Judaica e Chinesa. André Luiz, explicando o seu funcionamento, nos revela:

"Estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim, o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer.

Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulização, nos múltiplos setores da evolução anímica". (André Luiz, Evolução em Dois Mundos, Cap. II, p.26).

Os Centros Vitais encontram-se distribuídos, com os mesmos aspectos anatômicos e desempenhando funções fisiológicas semelhantes, em todas as camadas ou corpos que compõe o corpo perispiritual, mas igualmente estão presentes na estrutura física, na sua parte menos grosseira, denominada de duplo ou corpo etérico:

"Os chakras estão situados na superfície do duplo etérico, à cerca de seis milímetros da superfície do corpo físico. Ao olhar clarividente aparecem como depressões em forma de pires, constituindo vórtices. As forças que se difundem através dos chakras são essenciais à vida do duplo etérico. Por isso todos os indivíduos possuem esses centros de força, embora o grau de desenvolvimento varie muito em cada indivíduo". (Major Arthur B. Powell, O Duplo Etérico, p.35). (Itálicos do autor).

Os Centros Vitais estão interligados em um processo hierárquico, com funções primordiais e secundárias:

"É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las". (André Luiz, Evolução em Dois Mundos, Cap. II, p.26).

"Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas.

Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta". (André Luiz, Evolução em Dois Mundos, Cap. II, p.27).

O Centro Coronário seria uma espécie de supervisor ou gerente de toda a engrenagem representada pelo conjunto dos Chakras ou Centros Vitais. Cabe a este chakra o principal papel de assimilação dos estímulos superiores do plano maior, distribuindo impulsos em cadeia, procedentes do Espírito Imortal. O Centro Coronário representa o ponto de interação entre o corpo perispiritual e o corpo físico, inteligando-se e regendo os outros centros, cuja funções podem assim ser resumidas:

"Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma, e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras; o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação, o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sangüíneo; o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre almas". (André Luiz, Evolução Em Dois Mundos, Cap. II, p.27). (Os grifos são nossos).

Os Centros destacados por André Luiz, em número de Sete, correspondem aos centros primordiais ou principais ou maiores, mas outras escolas existem, que classificam em número variáveis os chakras encontrados nas diversas camadas perispirituais. Objetivando a síntese, unificamos escolas e tentamos uma classificação integradora, um sistema que inclui no rol dos Centros primordiais mais três centros a saber:

1) - O Centro de Força Ajna: Contíguo ao Cerebral ou Frontal, sendo responsável pela sustentação de diversas funções cerebrais e endócrinas, completando a regência exercida pelo Centro Coronário e Frontal sobre os outros ChaKras;

2) - O Centro de Força Umbilical, cuja principal função ocorre no período gestacional, sustentando e interligando física e psiquicamente a gestante e o feto. Após o nascimento completa as ações do Centro Gástrico, principalmente em relação aos intestinos delgado e grosso;

3) - O Centro de Força Fundamental localizado entre os órgãos genitais e a região anal e tem como principal função a absorção das energias provenientes do solo, como os raios gama e diversas expressões emitidas pela água, metais, etc.

Com este quadro temos, então, 10 (dez) centros de forças primordiais distribuídos em regiões específicas e correspondentes às várias funções. Funções físicas, psicológicas, psíquicas, mentais e mediúnicas. Os centros de forças são órgãos únicos formados por uma face anterior ou frontal e uma face posterior ou dorsal. O Centro Coronário tem como correspondente o Fundamental, o Cerebrale o Ajna o Frontal Dorsal ou Cerebral Posterior, o Laríngeo o Laríngeo Posterior, o Cardíaco oCardíaco Posterior ou Umeral, o Gástrico ou Solar o Gástrico Dorsal ou Posterior, o Esplênico, Esplênico Posterior, o Umbilical, o Umbilical Posterior ou Meng Mein e o Sexual ou Genésico, o Sexual ou Genésico Posterior ou Básico:

"Cada chakra principal na parte dianteira do corpo se emparelha com sua contraparte na parte traseira e, juntos, são considerados os aspectos anterior e o posterior do chakra". (Barbara Ann Brennan, Mãos de Luz, Capítulo 7, p. 72).

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