Em busca de um conceito

2) - EM BUSCA DE UM CONCEITO

"Deus é, pois, a meta para a qual se dirige a evolução universal, em marcha".

(Pietro Ubaldi, Ascese Mística, Capítulo XIII, p.77).

Paulo de Tarso na Primeira Epístola aos Coríntios, 15:44, comenta: "Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual", contudo, buscando delinear conceito prático, faz-se necessário compreender que o termo PERISPÍRITO fora utilizado por Allan Kardec, emérito codificador da Doutrina Espírita, que assim o denominou juntando dois radicais lingüísticos a saber: do grego Peri, que equivale a em torno de e do latim Spiritusalma ou espírito. 

Didaticamente, Léon Denis observa: "Chamamos Espírito à alma revestida do seu corpo fluídico. A alma é o centro de vida do perispírito, como este é o centro de vida do organismo físico. Ela que sente, pensa e quer; o corpo físico constitui, com o corpo fluídico, o duplo organismo por cujo intermédio ela atua no mundo da matéria". (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, Cap. X, p.219).

Noutra obra, o mesmo autor, continua a esclarecer:

"A alma, desprendida do corpo material e revestida do seu invólucro sutil, constitui o Espírito, ser fluídico, de forma humana, liberto das necessidades terrestres, invisível e impalpável em seu estado normal." (Léon Denis, Depois da Morte, Cap. XXIX, p. 199).

Antônio J. Freire, em seu livro "Da Alma Humana" esclarece:

"O perispírito indevidamente denominado, por vezes, corpo etérico, e geralmente designado por corpo astral, é constituído por camadas concêntricas de matéria hiperfísica, sucessivamente menos condensadas e mais quintessensiadas, policromas, de volume e diâmetro variáveis, servindo de traço de união - mediador plástico - entre o corpo físico e o espírito, mantendo entre estes dois elementos simplesmente relações de contigüidade, recolhendo sensações e transmitindo ordens, sugeridas pelos corpos superiores espirituais, por intermédio de vibrações fluídicas, de que o corpo físico é apenas um instrumento secundário e passivo, só necessário em nossas etapas terrestres, através dos ciclos das reencarnações evolutivas e cármicas".(Antônio J. Freire, Da Alma Humana, Cap. II, p.39).

Finalmente, ANDRÉ LUIZ, conceitua o perispírito:

"(...) formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta". (André Luiz, Evolução Em Dois Mundos, Cap. II, p.28).

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